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Desafios das Provas de Permanência de Impressão

Os consumidores podem avaliar facilmente a qualidade da imagem e a resistência à manipulação na presença de rascunhos, umidade, manchas, dobras e rupturas nas impressões de injeção de tinta, mas somente a comprovação comparativa é a única forma de vaticinar quanto afetarão os fatores ambientais ao longo do tempo. Os fatores ambientais claves a considerar sao:

  • Luz
  • Niveis Lux
  • Armazenagem noa Escuro
  • Temperatura e Umidade
  • Contaminadores Ambientais
  • Agua

  • Luz

    A exposição à luz continua sendo a causa principal da descoloração das fotografias em cores com cloreto de prata tradicional. É importante recordar que diferentes produtos de impressão de cloreto de prata do mesmo fabricante podem descolorar-se com diferentes índices. Em forma adicional, o papel utilizado afetará o índice de descoloração e as diferentes graduações de matizes levarão a resultados significativamente diferentes em quanto à reprodução da cor e resistência à luz. Ao compará-los baixo condições de ensaio equivalentes, as impressões com injeção de tinta feitas com tintas pigmentadas e impressas com papéis desenhados para reagir favoravelmente com eles, arrojam resultados de melhor resistência à luz que as de injeção de tinta com tintas dye. Alem do mais, durarão mais que as impressões de cloreto de prata tradicionais quando sao expostas em ambientes bem iluminados.

    Devido que o tema é complicado, os usuários devem ser cuidadosos ao tratar de compreender a posição dos fabricantes e como promovem a resistência à luz de seus produtos. Estes geralmente recomendam somente certas combinações de papéis e tintas específicas. O uso de outras tintas ou de outros papéis, ainda quando sejam do mesmo fabricante, pode resultar numa menor proteção contra a descoloração. As tintas dye alcançam melhores níveis de resistência à luz somente com certos papéis, enquanto que as tintas pigmentadas oferecem grande resistência numa ampla gama de papéis. Assim, como é explicado mais abaixo, devemos ser cautos com respeito às afirmações sobre alguns produtos, como o papel Última da Eastman Kodak, já que esta firma usa critérios de prova significativamente inferiores que as práticas aceitas pela indústria para obter este índice.

    Níveis Lux

    Lux é uma unidade de medida que indica a quantidade de luz que cai sobre uma superfície.

    A prática mais aceita universalmente para as provas de resistência à luz aceleradas é expor as impressões fotográficas a uma iluminação fluorescente de luz branca fria com um filtro de vidro que simula as condições interiores de luz por 10 a 12 horas ao dia, a um nível de brilho de ao menos 450 lux. Esta metodologia de 450 lux ou mais tem sido aceita como um mínimo pela grande maioria de fabricantes da indústria. Eastman Kodak causou muita confusão no mercado baseando suas provas num nível bastante mais baixo de 120 lux. Como mínimo, este nível entrega 3,7 vezes menor iluminação que o nível de 450 lux, mais aceito pela indústria. O resultado mais provável é que os usuários dos produtos Eastman Kodak que esperam que suas impressões durem o prometido, se decepcionem com o tempo. [7]

    Índices de Permanência de Impressão na Categoria Impressora Fotográfica de 4” x 6” (10 cm x 15 cm) de WIR (Wilhelm Imaging Research)

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    A Eastman Kodak se critica por usar combinações de outros métodos de ensaio para aumentar a permanência de todos seus produtos, sejam de cloreto de prata, sublimação de matizes o injeção de tinta. Por exemplo, além do nível de luz dim 120 lux, Eastman Kodak usa uma exposição mais intensa por um período de tempo inferior ao critério da indústria. Esta prática produz níveis mais altos de falhas recíprocas potenciais, pois as estimativas indicam que um impresso vai perder a cor em forma mais lenta do que o que realmente ocorre na realidade. Os processos de degradação da imagem são geralmente lentos; por isso que a duração das provas é muito importante, porque uma aceleração maior produz resultados menos exatos. Eastman Kodak adota também uma prática não muito comum para determinar os índices de permanência da impressão só com 100% de filtração ultravioleta (UV) que posteriormente compromete a integridade dos valores obtidos, devido a que os materiais fotográficos se desvanecem mais rápido em presença dos raios UV. Muitas companhias fornecem índices de permanência baseados em provas com um filtro de vidro (com aproximadamente 30% de filtração de UV) para simular impressos emoldurados sob vidro. Algumas firmas entregam índices tanto com filtros de vidro e com filtro UV para que os clientes optem por emoldurá-los com algum tipo de material resistente aos raios UV. Com a influencia simultânea de todos estes fatores afetando, Eastman Kodak está realizando estimativas de longevidade da imagem exposta para todos seus produtos, incluindo o papel Kodak Ultima e seus papéis com cloreto de prata tradicionais, que são até cinco vezes melhores. Tais estimativas estão baseadas nas provas mais rigorosas aceitas pela indústria. [7]
    [6] Níveis “estandar” de Iluminação em Interiores Usadas pelos Fabricantes de Impressoras, Tintas e Meios.

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      [6] Condições de Filtro Usados pelos Fabricantes de Impressoras, Tintas e Meios com Iluminação Fluorescente Branco Frio

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    Utilizam-se critérios inferiores, as impressões com um índice de resistência à luz de 19 anos por exemplo, calculado com padrões estabelecidos aceitos pela indústria, podem alcançar imediatamente índices superiores a 100 anos.

    A aplicação de provas inconsistentes gera uma confusão considerável nos consumidores que não podem comparar os índices para diferentes marcas de papel e tintas com os que fornecem os fabricantes para suas impressoras. Adicionalmente, critérios de prova inferiores levam a um quantidade absurda de anúncios de permanência da impressa. Por exemplo, sob o critério de Eastman Kodak, se poderia prever a duração de alguns impressos Epson até por 1 000 anos aproximadamente. Por seu lado, a Epson opõe-se a outorgar credibilidade a tais informações não realistas; acreditamos que os usuários deveriam estar atualizados com os critérios de prova que incrementam tão espetacularmente seus índices de permanência de impressão. Acreditamos que eles não deveriam confiar suas recordações e/ou sua reputação a produtos que são provados com procedimentos não muito confiáveis com relação às práticas mais aceitas pela indústria.
    > Armazenamento no escuro

     
    Câmara de Prova de Resistência à Luz, Seiko Epson Corporation

    Mesmo ciente de que a armazenagem no escuro geralmente aumenta a vida efetiva de uma impressão fotográfica, não se deve assumir que o fato de mantê-la sem luz produzirá sempre uma maior longevidade. É importante conhecer os efeitos da luz nos materiais ou combinações de materiais para imagens de diferentes fabricantes. É igualmente importante conhecer como os mesmos materiais se comportarão ao serem armazenados no escuro. Alguns produtos podem ter propriedades de armazenagem sem luz em centenas de anos, mas estão classificados só entre 10 e 20 anos ao expô-los à luz; portanto,os consumidores devem ser muito cuidadosos com qualquer fabricante que dê informação de permanência baseado somente na armazenagem às escuras ou dentro de um álbum. Ao contrario, é possível, com as inúmeras combinações disponíveis de papéis e tintas realizadas por companhias diferentes dos fabricantes de impressoras, produzir uma impressão que tenha uma boa estabilidade ante a luz, mas um armazenamento pobre às escuras.

    > Temperatura e Umidade

    As altas temperaturas e os altos níveis de umidade afetam adversamente a todos os materiais da impressão em cores e deterioram mais rapidamente as imagens fotográficas tradicionais tratadas com cloreto de prata. O comportamento dos materiais de injeção de tinta pode variar amplamente, novamente dependendo dos diferentes tipos de papéis usados e se as tintas são dye ou de pigmento. Sob os efeitos da umidade, os impressos de injeção de tinta feitos com as tintas dye, particularmente aqueles que foram impressos em papéis swellable (poroso) tendem a perder precisão e sofrem mudanças no balanço e na densidade da cor devido à migração dos matizes. As impressões de injeção de tinta com tintas baseadas em pigmentos são muito menos sensíveis às altas temperaturas e à umidade alta que os impressos tradicionais de cloreto de prata e de injeção de tinta com tintas dye. Um armazenamento prolongado dos impressos sob condições de umidade pode ocasionar o crescimento de fungos, incluindo aqueles com cloreto de prata.
    >Contaminadores Gasosos

    Os contaminadores gasosos podem afetar adversamente os impressos de injeção de tinta. Os fabricantes de impressoras têm realizado importantes avanços quanto à resistência ao ozônio das tintas dye e de pigmento. Mas as tintas dye aplicadas sobre papéis porosos podem ainda ser vulneráveis aos efeitos de altos níveis de ozônio em casa, escritórios ou quando estão junto a aparelhos produtores de ozônio, como máquinas de fotocópias, monitores de computador e sistemas de filtração de ar. Para a exposição em curto prazo, a maioria das tintas dye são suficientemente resistentes ao ozônio. Em longo prazo, emoldurar sob vidro ou guardá-las num álbum podem prevenir o estrago causado pelo ozônio. Os impressos de injeção de tinta com tintas baseadas em pigmentos sao menos susceptíveis ao dano do ozônio e terão características de maior permanência que os impressos realizados com as tintas dye em iguais condições. Os impressos tradicionais de cloreto de prata não são afetados especificamente pelo ozônio, mas podem ser vulneráveis a outros contaminadores atmosféricos como a fumaça. Os impressos tradicionais de cloreto de prata se desbotarão com a luz antes que uma impressão realizada com uma impressora de injeção de tinta e tintas com base de pigmento seja afetada pelo ozônio.
     

    Agua

    A possibilidade de dano com a água aumenta se as impressões se mantêm expostas por longos períodos de tempo. As fontes mais prováveis sao derrames, respingos causadas por elementos de limpeza, espirros, mãos molhadas ou transpiradas, inundações ou goteiras de canos ou teto. Os impressos de injeção de tinta com tintas dye, especialmente aquelas impressas sobre papéis swellable (poroso) são passiveis de danificar-se cada vez que entrem em contato com a água. Os impressos de injeção de tinta com base de pigmento sao relativamente resistentes à água a não ser que sejam usados inapropriadamente com papel swellable (poroso) de polímeros, como o Kodak Ultima.
     

    [6] Ver: Tabela 2 na "A Review of Accelerated Test Methods For Predicting The Image Life of Digitally-Printed Photographs – Parte II," por Henry Wilhelm, IS&T's NIP20: Conferência Internacional de Tecnologías de Impressao Digital 2004, págs. 664–669, 1 de novembro, 2004, disponível em www.wilhelm-research.com

    [7] Ver Tabela 2 em WIR Display Permanence Ratings for Current Products in the 4x6-inch Printer Category, Wilhelm Imaging Research, Inc., 7 de dezembro, 2004, disponível www.wilhelm-research.com
     
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